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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

PERRENGUE EM PLENO VOO

Em 2011 fizemos um tour pela Ásia. Como a viagem era longa, vários países e muitos voos, compramos alguns trechos aéreos em classe executiva.
Um desses trechos foi o voo Pequim - Bangkok, pela Thai Airways.
Como viajamos em executiva, tivemos acesso à Sala Vip do Aeroporto Internacional de Pequim.
Pois bem. Foi aí onde tudo começou.
Estávamos na sala vip, experimentando os canapés, sanduíches e bebidinhas quando entrou um senhor de traços asiáticos, em cadeira de rodas. Sua aparência era bem abatida.
Fiquei com pena. Para onde ele estaria indo? O que estaria fazendo em Pequim? Algum tratamento de saúde?
Passado algum tempo, fomos convidados a embarcar. Nos dirigimos para o portão de embarque e lá estava o velhinho. Iríamos no mesmo voo.
Entramos no avião e adorei tudo. A aeronave era novinha, a tripulação simpática e com lindos trajes típicos da Tailândia. Uma orquídea era o símbolo da companhia aérea.
Nosso voo teria duração de 4 horas.
Sentamos nas nossas poltronas e o senhor sentou duas fileiras à nossa frente, acompanhado de quem eu deduzi ser a esposa. Eles também iriam em classe executiva.
Tão logo o avião decolou a acompanhante do velhinho acionou a chamada de comissários. E eu, duas filas atrás, observando tudo.
A comissária atendeu ao chamado. Saiu e voltou, discretamente, com um balão de oxigênio. Ajudou a colocar no passageiro e sumiu.
Algum tempo depois, nova chamada. Dessa vez para devolver o balão. E eu, duas filas atrás, agradeci a Deus.
Foi servido o jantar (o voo era noturno). Tudo muito caprichado, cheios de detalhes, assim como os trajes da tripulação.
Após o jantar, tudo recolhido, hora ideal para um cochilo.
De repente, a acompanhante do velhinho levantou-se com cara de choro. Gelei. Nova chamada.
A mesma comissária atendeu ao chamado e saiu correndo. Veio, então, a chefe de cabine.
Pelos alto falantes foi solicitada a presença urgente de um médico. Apareceram dois.
Como em um passe de mágica, a classe executiva estava tomada de comissários. Já sem os lindos trajes. Todos descalços. Um deles trouxe novamente o balão de oxigênio. Outro, uma maleta de primeiros socorros. Um terceiro estendeu um cobertor no chão do corredor e colocou o passageiro enfermo. Um quarto comissário começou a fazer massagem cardíaca. E eu, duas filas atrás, assistindo à cena de camarote.
Em desespero, deixei de prestar atenção àquele filme e fiquei olhando para a janela. 
Uma senhora, que estava na classe econômica, se juntou a nós. Era a irmã do passageiro. Ajoelhou-se ao lado do nosso assento e começou a fazer suas orações. Não sei em que língua, muito menos para qual santo.
Alguns comissários se revezavam na massagem cardíaca, enquanto outros tiravam fotos. Acredito que para comprovar que não houve omissão de socorro.
Passado algum tempo, apareceu o comandante. Indagamos a ele se pousaríamos em algum lugar ou se seguiríamos viagem. Ele respondeu que os médicos iriam decidir. O que eles dissessem a Thai Airways iria acatar. E arcar com eventuais despesas de todos os passageiros. Mais uma estrelinha para a Thai no meu conceito.
Cerca de 40 longos minutos depois, fomos informados que seguiríamos viagem até o nosso destino. E nos convidaram para continuar o voo na primeira classe.
Passamos para a primeira classe. Poltronas enormes e um carrinho recheado de guloseimas à nossa espera, pois o serviço de bordo estava suspenso.
Eu na primeira classe. Pela primeira vez na vida. E a única vontade que eu tinha era de sair dali.
Não comi nada. Apenas rezei, pedindo aos meus santos que encaminhassem minhas preces a quem de direito, pois com certeza o velhinho não era católico.
Apareceu uma comissária. Aproveitei para perguntar sobre o velhinho. Ela disse que apesar de todos os esforços ele não havia resistido ao voo, informando ainda que havia deixado na executiva apenas os familiares do passageiro.
Finalmente o avião pousou. Corri para a porta. Mas não pude sair porque uma equipe médica estava a postos para entrar no avião. Com maca e roupas que mais pareciam de astronautas.
Eles entraram e se dirigiram à classe executiva.
Em seguida, fomos autorizados a sair. Fui a primeira. Único privilégio que usufrui na categoria mais top da companhia aérea.
Não olhei para os assentos da classe executiva. O que eu tinha presenciado já bastava.   
  
 
   
   

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

BANGKOK ALTO ASTRAL


Bangkok, na Tailândia, é uma cidade excêntrica e caótica ao mesmo tempo. Mas é alegre, alto astral.
 
Para chegar lá, há voos da Emirates, da Turkish e da Qatar, partindo de São Paulo, com conexões, respectivamente, em Dubai, Istambul e Doha.
 
É necessário ter o comprovante internacional de vacinação contra a febre amarela. Você pode se vacinar em qualquer posto ou clínica particular e, com o cartão de vacinação em mãos, ir até a ANVISA e solicitar o cartão internacional. E nem vá pensando que conseguirá entrar na Tailândia sem esse documento: ao desembarcar no aeroporto o passageiro é encaminhado a um balcão para apresentá-lo. E isso antes da imigração. Ou seja, sem o cartão, você volta pra casa. 
 
Para se hospedar, sugiro o Península Hotel. Simplesmente fantástico. Outra opção é o Mandarin Oriental, com um SPA incrível ou o Shangri-la, todos com barcos privativos que fazem a travessia do rio Chao Phraya, que corta a cidade.
 
Bangkok possui vários templos budistas cheios de ouro, cores e brilhos. Comece o passeio visitando o Grande Palácio, que servia de residência para a família real. O bilhete dá direito a visitar o vizinho Wat Phra Kaew, o templo mais impressionante da cidade. Lá fica o famoso Buda de Esmeralda, que na verdade é de jade.
 
Buda Deitado
Nas proximidades fica também o templo Wat Pho, que abriga o Buda Deitado. É uma estátua folheada a ouro, com 46 metros de comprimento e 15 metros de altura. Impressionante. Nesse templo também fica a primeira escola oficial de massagem tailandesa. Não deixe de experimentar. Mas prepare-se para ser esticado e contorcido: a massoterapeuta puxa até as nossas orelhas!!

 
Templo de Dawn
Do Wat Pho você pode pegar um barco no píer, atravessar o rio e ir até o Templo de Dawn (ou Wat Arun). Destaque para o pagode de quase 80 metros de altura.
Evite andar no tuk-tuk, aquele carrinho típico. Os motoristas são conhecidos por aplicar golpes. Passei um sufoco grande em Pequim e não quis arriscar passar maus momentos também em Bangkok... Mas isso é assunto para outro post...   

 
Evite também usar shorts ou roupas decotadas, ou você será barrado na entrada dos templos. Mas se o calor de rachar te fez esquecer de colocar uma roupa mais comportada, não tem problema: nas bilheterias de alguns templos você poderá alugar lenços, xales e outros apetrechos que deixarão seu visual com a sobriedade que os ambientes pedem.
 
Prove a autêntica cozinha Thai. Sugiro o restaurante Sirocco, na State Tower. Se você preferir apenas um drink, lá também fica o Skybar, com uma vista de tirar o fôlego.
 
Na categoria comprinhas, recomendo o Shopping Siam Paragon. E passe longe do MBK (Mahboonkrong Shopping Center): são 05 andares de coisas falsificadas. As lojinhas dos templos vendem peças de artesanato bem bonitas. Se houver espaço sobrando na mala, não deixe de comprar.
 
E se você estiver em Bangkok num final de semana, não perca o Chatuchak Market, tradicional mercado ao ar livre que somente funciona aos sábados e domingos.
 
Já o famoso mercado flutuante de Daemon Suedak é super interessante, mas fica a mais de 100km da capital. Agende um tour no hotel.
 
Para se deslocar, você pode utilizar táxi. Mas fique de olho no taxímetro para evitar surpresas. E peça para o concierge do seu hotel escrever na língua nativa o nome dos lugares que você pretende visitar. Apresente essas anotações para os taxistas e bom passeio!
 
Aproveite as dicas e até o próximo post!!!
 
 

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