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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O DRAGÃO DE WAWEL


A lenda do Dragão de Wawel é uma das mais antigas e conhecidas da Polônia.

Diz a lenda que após um longo período de prosperidade, a desgraça chegou ao país do príncipe Krak (origem do nome Cracóvia). Vários animais e moradores da região estavam desaparecendo sem qualquer razão .

Um dia um jovem, indo pegar ervas na beira do Rio Vístula, se aproximou do sopé da colina Wawel. Lá, ele viu alguns ossos e, um pouco mais longe, no rochedo da colina, ele avistou uma gruta e ao lado dela um dragão enorme e pavoroso que repousava tranquilamente ao sol. Ele era coberto de escamas verde-amarelas reluzentes e possuía patas imensas como troncos.

A novidade se espalhou entre os habitantes. O príncipe Krak reuniu seus conselheiros e cavaleiros mais valentes e ordenou que matassem o dragão. Todas as tentativas foram inúteis. Então, o príncipe Krak prometeu: Aquele que libertar a vila do dragão, cavaleiro ou não, terá a mão da princesa Wanda e metade do reino.

Assim, vários príncipes e cavaleiros chegaram ao castelo de Krak, mas ninguém conseguiu vencer a besta. Foi quando surgiu um pobre sapateiro, de nome Skuba, dizendo ao príncipe ter encontrado um meio de liquidar o dragão e pedindo, para isso, um carneiro bem gordo.

O sapateiro, então, matou o carneiro, o abriu e encheu com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, ele deixou o carneiro na entrada da gruta. De manhã, uma violenta explosão acordou todos os habitantes da vila. Depois de ter engolido o carneiro, o guloso monstro teve uma sede terrível, desceu ao rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu, espalhando os pedaços do seu corpo por toda a região.

E assim o reino de Krak foi libertado do perigo. O sapateiro casou-se com a bela princesa e foram felizes para sempre.

Você pode visitar a gruta do dragão, que fica no complexo do Castelo de Wawel. Por toda Cracóvia você encontra vários souvenirs da fera. Da minha viagem (dicas aqui) trouxe um caderno bem diferente para o Tomás.  



domingo, 18 de agosto de 2013

NOS PASSOS DE SCHINDLER


Se você resolveu ir à Cracóvia, na Polônia, prepare-se para grandes emoções: você vai sentir de perto os absurdos do Holocausto.
Para chegar lá, há vários voos saindo das capitais europeias. Voei de Easyjet saindo de Paris.
Para se hospedar, sugiro o Wentzl Hotel. Localização perfeita.
Para entrar no clima, assista ao filme “A Lista de Schindler” e leia o livro “A História de Eva”. Você entenderá melhor os fatos históricos ocorridos na Cracóvia.
Comece o passeio pelos arredores do hotel, que fica na praça do mercado. Visite o Mercado Cloth Hall, onde você poderá comprar souvenirs de boa qualidade. Na mesma praça ficam ainda as Basílicas de Santa Maria e de Santo Adalberto.
Contrate no hotel um city tour e visite o Castelo Real de Wawel e a Igreja de São José. Mas a visita ao gueto da Cracóvia é o que mais impressiona. Você poderá ver algumas partes do muro que circundava o gueto e que ainda permanecem intactas. Poderá ver ainda a única farmácia existente no gueto e visitar a Praça Zgody, onde foram colocadas várias cadeiras de ferro, em memória dos judeus que lá viveram. Peça para o guia levar você até a colina de onde Oskar Schindler, a cavalo, avistou o massacre do gueto e resolveu salvar os judeus.
A antiga Fábrica de Schindler, hoje transformada em museu, merece sua visita. As fotos dos judeus salvos por ele na entrada da fábrica emocionam.  Ainda na entrada, você verá uma placa com a frase “Whoever saves one life, saves the world entire” (Aquele que salva uma vida salva o mundo inteiro). Comovente!

 
Fábrica de Schindler
Agende também um tour ao campo de concentração (ou extermínio, como preferir) de Auschwitz-Birkenau, localizado a 60km a oeste da Cracóvia. Você terá acesso à maioria das dependências, incluindo as câmaras de gás, os crematórios e os alojamentos. E aí você me pergunta: Por que manter esse local aberto à visitação? E mais ainda, por que visitá-lo? Eu respondo com os dizeres que li em uma das paredes: “The one who does not remember history is bound to live through it again”(Em tradução livre: Aquele que não lembra a história está condenado a repeti-la). Daí a presença marcante de visitantes judeus, abraçados a bandeiras de Israel. Apesar de toda a perseguição e intolerância, a raça não foi exterminada. E possui toda a minha admiração.

 
Auschwitz

 
Saindo do circuito holocausto, curta um pouco da cidade, na qual o Papa João Paulo II foi bispo antes de ser Papa. Há ótimos restaurantes. Recomendo o Szara e o Ancora.
E se você se interessa pela vida do Santo Papa, há vários tours para Wadowice, cidade natal de João Paulo II, localizada a 50km de Cracóvia.
Quanto ao idioma, dá para se comunicar bem em inglês.
Aproveite as dicas e até o próximo post!!!
 


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