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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

BIBLIOTECAS PRESIDENCIAIS


A terceira segunda-feira de fevereiro é feriado nos Estados Unidos. Os americanos comemoram o “President’s Day”, uma homenagem aos presidentes americanos, e, em especial, ao primeiro deles, George Washington, nascido em fevereiro.
Para celebrar a data, resolvi fazer um post sobre as bibliotecas dos presidentes.
Aqui nos Estados Unidos existem 13 bibliotecas presidenciais, que também funcionam como museus e arquivos nacionais. Visitei duas delas. Uma no Texas, a Lyndon B. Johnson Library, e outra na Califórnia, a Ronald Regan Library.
Localizada no centro de Austin, a LBJ Library é dedicada ao 36° presidente dos Estados Unidos. Nela você encontra um grande acervo de documentos sobre a vida pública e privada do político que assumiu a árdua tarefa de suceder Kennedy após o atentado.
Além da limousine presidencial utilizada por LBJ, estão expostos vários objetos pessoais seus e de sua esposa, conhecida como Lady Bird Johnson.
O velório de LBJ aconteceu lá, mas seu corpo está enterrado no Johnson Family Cemetery.
 
Estátua de bronze de LBJ

 
 
    
 
 
 
Limousine presidencial
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Na cidade de Simi Valley, na Califórnia, fica localizada a Ronald Regan Library, dedicada ao 40° presidente americano. O endereço da biblioteca fornece, por si só, esta informação: 40, Presidential Dr.
 
Bem maior que a de LBJ, na Ronald Regan Library você tem a oportunidade de ver, além da sua limousine, o avião e o helicóptero utilizados por ele durante seu mandato.
Uma infinidade de documentos, vídeos e objetos pessoais podem ser encontrados no local, que também abriga um pedaço do muro de Berlim e o túmulo daquele que foi considerado um dos maiores presidentes americanos do século passado.
 

 
 
Tomás com uma parte do Muro de Berlim
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



O mapa abaixo mostra a localização das 13 bibliotecas existentes até o momento. Vale a visita.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

RESTAURANTES EM AUSTIN/TX


Depois de morarmos seis meses na capital do Texas, o post de hoje é um apanhado dos melhores restaurantes que frequentamos durante nossa estada.

Existem vários outros igualmente bons, centenas, arrisco-me a dizer. Austin é um paraíso da gastronomia.

Além das famosas cadeias de restaurantes, como Red Lobster, Cheesecake Factory, Outback, Chipotle e Longhorn, que também possuem filial em Austin e são os queridinhos dos turistas, quem visita a cidade também pode fugir do óbvio e se surpreender. Aí vai a minha listinha:
 

Restaurantes Italianos:

Pertinho de onde morávamos está o Mandola’s, mistura de cantina com Italian market. Preço justo, ambiente agradável e comida boa.

No elegante bairro Domain fica o Maggiano’s Little Italy, que também tivemos a oportunidade de conhecer em Sacramento/CA e Orlando/FL. Excelente.
       

Restaurantes Asiáticos:

Sway – Restaurante de cozinha tailandesa. Ambiente lindo, preço justo e comida maravilhosa.

Uchiko – Restaurante japonês mais badalado de Austin. Necessário fazer reserva com antecedência. O preço não é muito camarada, mas a comida é de qualidade.


Restaurante Mexicano:

Em Austin há vários restaurantes de comida mexicana e Tex-Mex. Eu adoro o Abuelo´s, que fica próximo ao Barton Creek Square Mall.


Restaurantes Brasileiros:

Pra matar a saudade de casa, íamos sempre no São Paulo. Restaurante simples, com comida caseira. No menu, dentre outros pratos, bife acebolado, bobó de camarão, coxinha e pão de queijo.

Fogo de Chão – Famosa churrascaria com rodízio de carnes e buffet de saladas.

Estância – Também uma churrascaria com rodízio de carnes, não fica atrás do Fogo de Chão e tem o preço mais acessível.

Restaurantes com vista:

Adorávamos o County Line on the Lake. À beira de um lago cheio de patos e tartarugas, esse restaurante serve o melhor pão caseiro da cidade. As crianças podem comprar, em maquininhas, comida para dar aos patos. A vista é linda e os pratos são bem fartos.
 
 


 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mozart’s Coffee Roasters – À beira do Lake Austin, esse café é bem charmoso, ideal para um lanche no final de tarde.
 

Lanchonetes:

Por falar em lanche, Tomás adorava o P. Terry’s. Cadeia de lanchonete texana, os hambúrgueres são deliciosos.

Home Slice Pizza – Servindo a autêntica NY-style pizza, essa pizzaria é um sucesso.

Pouco antes de irmos embora, foi inaugurada em Austin a lanchonete Shake Shack, super famosa em NYC. Não chegamos a conhecer, mas se for tão boa quanto a de Manhattan, vale a visita.

Restaurantes mais sofisticados:

Eddie V’s – Para mim, o número 1 de Austin. Você pode optar por ficar no bar, ouvindo música ao vivo, ou jantar no outro ambiente, mais calmo e silencioso. Excelente comida e atendimento.

Olive & June – O restaurante é lindo, mas os pratos são servidos em porções bem pequenas.

The Capital Grille – Outro restaurante que também está em outras cidades americanas, como Orlando e Dallas, possui excelente cozinha e serviço impecável.

Daily Grill – Localizado no bairro Domain, boa opção para almoço ou jantar.

Wink - Restaurante pequeno e com excelente atendimento. Comida maravilhosa.

Searsucker – Excelente carne e ambiente bem agradável.
 

Food Trucks:

Em Austin os food trucks são bem comuns, existindo mais de 1000 food trailers espalhados pela cidade. Os que ficam aos domingos no Farmer’s Market, do bairro Mueller, são excelentes.
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sorveteria:
Tomás adorava ir na Amy’s, sorveteria onde os atendentes fazem malabarismo com as bolas de sorvete.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - COMPRINHAS


Quando resolvemos vir morar nos Estados Unidos, decidimos deixar nosso apartamento fechado, com toda a mobília.

Ao começar a fazer nossas malas, nos deparamos com um pequeno problema: Somente poderíamos despachar duas malas cada um e levar a bordo um volume pequeno.

Entrei em contato com a United Airlines, conversei com amigos que trabalham na área de aviação e pedi socorro aos blogs de viagem. Mas nada adiantou: não há qualquer exceção para aqueles que estão de mudança para o exterior. E para qualquer volume em excesso seria cobrado o valor de US$150,00.

Assim, nos arranjamos com duas malas, trazendo apenas o necessário.

Aqui chegando, tivemos que comprar toda a mobília, como já expliquei em um post anterior. Eu, que deixei vários artigos de maquiagem, sapatos, roupas e bolsas (tem coisa pra ocupar mais espaço em mala do que bolsa??) no Brasil, não resisti e acabei comprando alguns itens pra mim também. Saudade das minhas coisas e preços baixos não foi uma dobradinha muito feliz para o meu bolso...

Toda essa introdução foi para justificar o primeiro vídeo da TV Mundo Anfitrião. Explico: Tomás desistiu de ser astronauta, apesar de estarmos tão perto de Houston, e resolveu que quer ser film maker. E eu, claro, tive que entrar na onda, deixando-me filmar para que depois ele pudesse editar, colocar vinheta, e fazer um sem número de procedimentos para que o vídeo estivesse pronto para publicação.

E o resultado segue abaixo. Desculpem a timidez, que me fez falar mais baixo do que o de costume, e a futilidade do tema. Foi tudo por uma boa causa.
 
 
 
 
 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - ELEMENTARY SCHOOL


Tomás está na 5ª série, por isso está frequentando uma Elementary School.

Em regra a Elementary School vai do Infantil (kindergarten) até a 5ª série, mas a escola do Tomás oferece também a 6ª série.

As aulas são ofertadas em apenas um turno, das 7:45 às 14:45.

Para a matrícula eu apresentei cópia da certidão de nascimento, carteira de vacinação, histórico escolar, contrato de aluguel (para comprovar que a escola correspondia ao meu bairro) e cópias dos passaportes. Tudo com tradução juramentada.

O material escolar custou cerca de 70 dólares e na lista havia basicamente artigos de papelaria. Para a aula de música precisei comprar uma flauta (5 dólares) e para a aula de inglês um livro paradidático. Todos os outros livros são fornecidos gratuitamente pela escola.

Não há uniforme. A única exigência é que as crianças usem tênis nas aulas de educação física.

Às segundas e sextas, antes do início da aula, todos os alunos se reúnem na Cafeteria (refeitório) para ouvir os avisos da diretora e parabenizar os aniversariantes da semana. Eles ainda honram as bandeiras dos Estados Unidos e do Texas e cantam o hino da escola. Os pais podem participar deste momento.

Tomás tem diariamente aulas de inglês, ciências, matemática e estudos sociais. Em dias alternados ele tem aulas de educação física, artes e música e às sextas-feiras visita à biblioteca.

Há tarefa de casa todos os dias, à exceção das sextas-feiras. Ou seja, os finais de semana são livres.

As crianças almoçam na escola. No início de cada mês é enviado o cardápio informando o que será servido a cada dia. Não é a alimentação mais saudável do mundo, mas também não é tão ruim quanto me falaram. É bem verdade que há dias em que é servido pizza, hambúrguer, mas em outros dias o menu é arroz, frango ou spaghetti com almôndegas.

O almoço custa menos de 3 dólares por dia. Para efetuar o pagamento, devemos nos cadastrar em um site e abrir uma conta, na qual, usando o cartão de crédito, depositamos a quantia desejada. No mesmo site, tenho acesso ao histórico de refeições e sou avisada, por e-mail, quando o saldo da conta está baixo. A criança, na hora do almoço, digita seu número de cadastro e, automaticamente, o valor da refeição é debitado.

Caso a criança deseje, também é servido, antes da aula, café da manhã. A forma de pagamento é a mesma.

O colégio fornece transporte naqueles School Buses amarelos, iguais aos de filme. Entretanto, nessa fase de adaptação do Tomás prefiro ir deixá-lo e buscá-lo todos os dias, para poder conversar com as professoras e entender melhor o funcionamento da escola.

 
Como era de se esperar, Tomás está sentido algumas dificuldades, pois aprender sobre a Revolução Americana, erosão do solo e frações sem falar inglês é bem complicado. Como na escola dele não há muitos imigrantes (apenas ele e dois franceses), a escola não tem obrigação, de acordo com as leis do Texas, de fornecer o ESL (English as Second Language), que é um suporte para aqueles que não falam o idioma.  Então, eu estudo toda a matéria que ele está vendo para poder explicá-lo, o que é cansativo para ele, que já passa muito tempo na escola e ainda tem que rever tudo em casa, e para mim, que jurava que nunca mais ia estudar fração na minha vida!

Mas dentro em breve meu pequeno cidadão do mundo driblará essa barreira e estará corrigindo meu inglês, zombando do meu sotaque tupiniquim.

 

 

 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - ESCOLHENDO A ESCOLA


Como já dito no primeiro post desta série, viemos para os Estados Unidos com visto de estudante.

Estou tendo aulas na Aston International Academy, que concede o formulário I20 para aqueles que pretendem requerer visto de estudante.

Como em Austin também tem Alliance Française, vou dar continuidade ao meu curso de francês. As aulas iniciarão em março.

Tomás está estudando em uma escola pública. A decisão acerca da escola dele foi a mais difícil.

Ainda no Brasil, entramos em contato com várias escolas. Os colégios particulares, ademais de serem bem caros, exigiam que ele já falasse inglês com fluência. Tomás fez cursos de inglês no Brasil, mas estava longe de ser fluente. Então, essa opção foi descartada.

Entramos em contato com algumas escolas internacionais. Os preços também eram altos, mas pelo menos a maioria dos amiguinhos seria de crianças na mesma situação dele, ou seja, longe de casa e aprendendo um novo idioma. Porém, fomos informados que 60% das aulas seriam em espanhol, 30% em inglês e 10% em mandarim. Como o objetivo da nossa vinda era que o Tomás aprendesse inglês, achamos que nessa escola estaríamos perdendo o foco.

 
Optamos, então, por matriculá-lo em uma escola pública, onde não pagamos nada. Contudo, a escolha não é livre. A criança tem que estudar na escola do bairro em que mora. Assim, quando fomos alugar nosso apartamento, nos certificamos que a escola correspondente era bem conceituada.

Os sites de aluguel, ao descrever os imóveis, informam as escolas correspondentes. E para saber o conceito da escola, há o site Greatschools, onde são atribuídas notas às instituições e constam diversos comentários deixados por pais de alunos e pela comunidade em geral.

No próximo post, falarei um pouco mais sobre a escola do Tomás, as diferenças em relação às escolas brasileiras e como está sendo a adaptação dele!

 

 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - ESCOLHENDO O APARTAMENTO

Depois de decidir em qual cidade americana morar, o próximo passo seria alugar um imóvel.

A dúvida: Alugaríamos apartamento ou casa?

Depois de avaliar os prós e contras, decidimos que, a princípio, alugaríamos um apartamento. E depois que estivéssemos mais adaptados a uma vida sem secretária, alugaríamos uma casa.

Existem dois sites americanos muito bons para quem está buscando alugar ou comprar imóvel: Zillow e Trulia.

Escolhemos um apartamento de 2 quartos e o que mais influenciou na escolha foi a localização. Estamos perto da universidade e há vários restaurantes, lojas e parques próximos.

Como em Austin não há metrô, o principal meio de transporte público são os ônibus. E em frente ao nosso prédio passam tanto os ônibus públicos quanto os ônibus da universidade.

Nosso apartamento não era mobiliado. Foi entregue apenas com geladeira, freezer, micro-ondas, fogão e máquina de lavar louça.

Por isso, na nossa primeira noite em Austin ficamos em um hotel. Nosso primeiro dia na cidade, portanto, foi uma correria para comprar o necessário para nos mudarmos.

Como nossos móveis ficaram no Brasil, compramos aqui apenas o básico, sem qualquer luxo. A mobília compramos em uma loja chamada Rooms To Go. Camas, mesa, cadeiras, sofá, quadros e tapetes foram todos comprados lá.
 

Árvore de Natal (pinheiro natural) do novo apartamento
 
Alugamos máquina de lavar roupa e secadora. O interessante é que nos apartamentos, e acredito que nas casas também, não existe lavanderia, ou seja, não há pia para lavarmos a mão alguns itens. Então, o que não posso jogar na máquina lavo na banheira!

Os colchões compramos em uma loja chamada Mattress Firm. Excelente atendimento e entrega no mesmo dia da compra.

Aparelhos eletrônicos e alguns acessórios de cozinha compramos no Costco. Solicitamos nosso cartão de sócio ainda no Brasil, pela Internet, pois as compras são restritas àqueles que pagam anuidade (a exemplo do Sam’s Club). Os demais itens compramos no Walmart e no Target.

Tivemos que ir na companhia de energia fazer o cadastro e mudar a titularidade da conta. A conta de luz passa a servir como um importante comprovante de endereço, assim como o contrato de aluguel.

Outra diferença é que nos apartamentos não há interfone. Ou seja, não há serviço de portaria como no Brasil. Assim, se alguém vem te visitar ou alguma empresa vem fazer entrega, você tem que descer para abrir o portão de acesso. Para entrar com carro, acionamos um controle que nos foi dado quando chegamos.

O telefone fixo, a TV a cabo e a Internet contratamos pela Time Warner. Para minha tristeza, a Time Warner do Texas não oferece a Globo Internacional. Então, tivemos que contratar, também, a Dishworld. Podem me julgar, mas somente após ouvir a voz do William Bonner e a vinheta do Jornal Nacional me senti em casa.

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - ESCOLHENDO A CIDADE


Morar nos Estados Unidos era um sonho antigo. E aqui estamos.

Ao planejarmos nossa vinda, nosso foco foi o Tomás. Queríamos que ele aprendesse inglês e vivenciasse a cultura de um país de primeiro mundo. E aproveitaríamos para estudar também. Uma pausa na carreira profissional que demandou planejamento e economia.

Na escolha da cidade, levamos em consideração dois pontos: o clima, pois temperaturas baixas e neve estavam fora de cogitação, e amizades, ou seja, na cidade deveria morar alguém conhecido para apoio em caso de emergência.

Dentre as opções que tínhamos, escolhemos Austin, a capital do Texas. Não, a capital não é Houston nem Dallas!!
Com posse do formulário I20, acessamos o site da embaixada dos Estados Unidos no Brasil e preenchemos todos os formulários, da mesma forma que fazemos quando requeremos visto de turista.

Agendamos a entrevista e fomos para Recife. Tivemos que ir um dia no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e no dia seguinte no Consulado.

A entrada nos Estados Unidos com visto de estudante, deve se dar, no mínimo, 30 dias antes do início das aulas. A data do início consta no formulário I20.
 

Compramos as passagens para chegada em Austin no dia 17/12/14. Queríamos ter tempo para nos estabelecermos antes do início das aulas.

 
 
 
 
Nosso voo partiu de Fortaleza para o Rio de Janeiro, pela TAM, no dia 16/12/14. Do Rio, pegamos um voo da United Airlines para Houston. Chegando em Houston, pegamos um outro voo, também da United, para Austin.

E uma vida nova se iniciou.

 
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