sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - ESCOLHENDO O APARTAMENTO

Depois de decidir em qual cidade americana morar, o próximo passo seria alugar um imóvel.

A dúvida: Alugaríamos apartamento ou casa?

Depois de avaliar os prós e contras, decidimos que, a princípio, alugaríamos um apartamento. E depois que estivéssemos mais adaptados a uma vida sem secretária, alugaríamos uma casa.

Existem dois sites americanos muito bons para quem está buscando alugar ou comprar imóvel: Zillow e Trulia.

Escolhemos um apartamento de 2 quartos e o que mais influenciou na escolha foi a localização. Estamos perto da universidade e há vários restaurantes, lojas e parques próximos.

Como em Austin não há metrô, o principal meio de transporte público são os ônibus. E em frente ao nosso prédio passam tanto os ônibus públicos quanto os ônibus da universidade.

Nosso apartamento não era mobiliado. Foi entregue apenas com geladeira, freezer, micro-ondas, fogão e máquina de lavar louça.

Por isso, na nossa primeira noite em Austin ficamos em um hotel. Nosso primeiro dia na cidade, portanto, foi uma correria para comprar o necessário para nos mudarmos.

Como nossos móveis ficaram no Brasil, compramos aqui apenas o básico, sem qualquer luxo. A mobília compramos em uma loja chamada Rooms To Go. Camas, mesa, cadeiras, sofá, quadros e tapetes foram todos comprados lá.
 

Árvore de Natal (pinheiro natural) do novo apartamento
 
Alugamos máquina de lavar roupa e secadora. O interessante é que nos apartamentos, e acredito que nas casas também, não existe lavanderia, ou seja, não há pia para lavarmos a mão alguns itens. Então, o que não posso jogar na máquina lavo na banheira!

Os colchões compramos em uma loja chamada Mattress Firm. Excelente atendimento e entrega no mesmo dia da compra.

Aparelhos eletrônicos e alguns acessórios de cozinha compramos no Costco. Solicitamos nosso cartão de sócio ainda no Brasil, pela Internet, pois as compras são restritas àqueles que pagam anuidade (a exemplo do Sam’s Club). Os demais itens compramos no Walmart e no Target.

Tivemos que ir na companhia de energia fazer o cadastro e mudar a titularidade da conta. A conta de luz passa a servir como um importante comprovante de endereço, assim como o contrato de aluguel.

Outra diferença é que nos apartamentos não há interfone. Ou seja, não há serviço de portaria como no Brasil. Assim, se alguém vem te visitar ou alguma empresa vem fazer entrega, você tem que descer para abrir o portão de acesso. Para entrar com carro, acionamos um controle que nos foi dado quando chegamos.

O telefone fixo, a TV a cabo e a Internet contratamos pela Time Warner. Para minha tristeza, a Time Warner do Texas não oferece a Globo Internacional. Então, tivemos que contratar, também, a Dishworld. Podem me julgar, mas somente após ouvir a voz do William Bonner e a vinheta do Jornal Nacional me senti em casa.

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

VIDA NOS ESTADOS UNIDOS - ESCOLHENDO A CIDADE


Morar nos Estados Unidos era um sonho antigo. E aqui estamos.

Ao planejarmos nossa vinda, nosso foco foi o Tomás. Queríamos que ele aprendesse inglês e vivenciasse a cultura de um país de primeiro mundo. E aproveitaríamos para estudar também. Uma pausa na carreira profissional que demandou planejamento e economia.

Na escolha da cidade, levamos em consideração dois pontos: o clima, pois temperaturas baixas e neve estavam fora de cogitação, e amizades, ou seja, na cidade deveria morar alguém conhecido para apoio em caso de emergência.

Dentre as opções que tínhamos, escolhemos Austin, a capital do Texas. Não, a capital não é Houston nem Dallas!!
Com posse do formulário I20, acessamos o site da embaixada dos Estados Unidos no Brasil e preenchemos todos os formulários, da mesma forma que fazemos quando requeremos visto de turista.

Agendamos a entrevista e fomos para Recife. Tivemos que ir um dia no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e no dia seguinte no Consulado.

A entrada nos Estados Unidos com visto de estudante, deve se dar, no mínimo, 30 dias antes do início das aulas. A data do início consta no formulário I20.
 

Compramos as passagens para chegada em Austin no dia 17/12/14. Queríamos ter tempo para nos estabelecermos antes do início das aulas.

 
 
 
 
Nosso voo partiu de Fortaleza para o Rio de Janeiro, pela TAM, no dia 16/12/14. Do Rio, pegamos um voo da United Airlines para Houston. Chegando em Houston, pegamos um outro voo, também da United, para Austin.

E uma vida nova se iniciou.

 

sábado, 20 de setembro de 2014

PERRENGUE CANSATIVO EM MOSCOU


O Balé Nacional Russo esteve em Fortaleza esta semana, o que me fez lembrar de um pequeno perrengue que passamos em Moscou.

Viajamos para a capital russa em 2010, sem excursão, sem guia e sem falar russo, pelas terras gélidas dos czares.

Preparando o roteiro, cismei que queria assistir a um balé. Ir à Rússia e não ver um espetáculo de balé seria como ir a Roma e não ver o Papa.

Pesquisei e no período em que iríamos só havia óperas em cartaz. Nada de balé.

Quinze dias antes de viajar apareceram, nos sites que eu estava buscando, ingressos para o balé Bolshoi, para o espetáculo Dom Quixote. No Teatro do Kremlin, já que o Teatro Bolshoi estava em reforma.

Não hesitei e comprei os ingressos. E lá fomos nós passar frio na Rússia.

Na data do espetáculo, passeamos durante todo o dia e voltamos para o hotel apenas para trocar de roupa. O balé começaria às 19:00.

Saímos do hotel com alguma antecedência, e pegamos um táxi rumo ao Kremlin.

Ao pegar o táxi e soltarmos um “Good Evening”, sentimos logo que o motorista, a exemplo de boa parte da população russa, não falava inglês. E nós, como significativa parcela do povo brasileiro, não falávamos nada de russo.
 
Ingresso do balé

Mostramos os ingressos e, mímica vai, mímica vem, partimos.

O motorista nos deixou no Kremlin, prédio gigantesco que, segundo o Wikipedia, tem 24.000 metros quadrados.

Lépidos e fagueiros, fomos até a primeira portaria que encontramos, a poucos passos. Entregamos nossos ingressos para um guarda, que tampouco falava inglês. Ele viu nossas entradas e começou a fazer gestos, que para bom entendedor significavam “do outro lado”.

Claro, do outro lado. De um prédio de 24.000 metros quadrados. Nosso taxista, óbvio, já havia sumido. A noite caía e o frio aumentava.

Começamos a caminhar, depois de um dia exaustivo, e com sobretudos bem pesados. Havia a esperança de nos depararmos com alguma entrada logo que dobrássemos a esquina.

Viramos a esquina e nada. Apenas um muro gigantesco. E o tempo passando. Meu irmão, o detentor de mais fôlego do grupo, começou a correr. Depois começamos a correr atrás dele. E nenhuma portinha aparecia por entre as saliências da muralha.

Depois de mais de 40 minutos entre caminhada e corrida, avistamos grandes portões. Não era miragem. Era ali. Entramos e os portões foram trancados atrás de nós. Ou seja, mais um minuto e todo o esforço teria sido em vão.

O espetáculo, claro, já havia começado. Apresentamos nossos ingressos e fomos encaminhados para umas cadeiras na lateral do teatro. Só poderíamos ir para nossos assentos após o intervalo.

Sentamos nas confortáveis poltronas do Teatro do Kremlin. Luzes apagadas e refletores apenas no palco, onde bailarinos faziam jus à fama de melhor corpo de balé do mundo.

Uma música calma conduzia os artistas. Na plateia, nós, turistas brasileiros exaustos.

Não preciso dizer que, 10 minutos depois, meus companheiros de viagem contribuíram para a orquestra, com sons agudos de roncos.

Não me juntei ao coro. Mais do que qualquer outra coisa, o medo de sermos expulsos do teatro me fez apreciar, atenta e silenciosamente, tão bela arte.

   

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

UM LUGAR NA JANELA


Podem me julgar, mas nunca gostei dos textos da Martha Medeiros.

Por isso, quando vi o livro “Um Lugar na Janela”, hesitei em comprar.

Mas como não me controlo quando o assunto é viagem, resolvi dar uma quinta chance à autora. E não me arrependi.
 


 
 
O livro é ótimo. Não é um guia, mas memórias de passeios feitos em diversas épocas da vida. São relatos sobre Istambul, Santiago, Casablanca, Rio de Janeiro, Paris e outros lugares encantadores.

Viagens feitas acompanhada e sozinha, na juventude e na fase adulta, com e sem conforto. Para todos os gostos e propósitos.

Leitura que recomendo.
 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DIÁRIO DE BORDO - NEW YORK DAY 9


Post pequeno: último dia na Big Apple.

Acordamos cedo para arrumar malas.

Depois, fomos caminhar pela Times Square. Engraçado como a cidade muda quando a gente vê com olhos de despedida....

Para almoçar, escolhemos o Carmine´s, que se autodenomina um “Family Style Italian Restaurant”. A comida é boa (não é sensacional), os pratos são fartos e há menu kids.

Não pedimos sobremesa para podermos provar as delícias da sorveteria que fica próxima ao restaurante, a Ben & Jerry´s. Uma maravilha. Destaque para o milk shake.

 
 
Após a sessão gula, voltamos para o hotel, pegamos as malas e partimos. Porque melhor do que ir é voltar em paz!!!
 
 

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DIÁRIO DE BORDO - NEW YORK DAY 8


Hoje fizemos um passeio que eu ainda não tinha feito em Nova York.

Fomos até a estação localizada na 2nd Ave com a 59th St e embarcamos no “The Tram” com destino à Roosevelt Island.

Se você não sabe do que estou falando, basta assistir ao filme Spiderman. O bondinho conhecido como “The Tram” aparece nas cenas da luta com o Duende Verde.

 
O bondinho sobe a uma altura de cerca de 80 metros. A vista é maravilhosa e o trajeto dura em média 5 minutos.

 
 
Ao chegar à Roosevelt Island, caminhamos até o Franklin D. Roosevelt Four Freedoms Park, um parque calmo e bem cuidado, ideal para as crianças descarregarem suas energias. Tomás e seu amigo rapidinho fizeram amizade com uma outra criança e transformaram o parque em um campo de futebol. Passeio tranquilo para fugir um pouco do burburinho de Manhattan.
 

 
Pegamos o bondinho de volta já na hora do almoço.

Almoçamos em um restaurante grego chamado Anassa Taverna. Comida muito boa e decoração bem clean.

Para a sobremesa, fomos ao Serendipity 3, uma mistura de loja e lanchonete super movimentada. A variedade de sundaes, banana splits e milk shakes é enorme. Valeu a pena cada minuto que passamos na fila de espera por uma mesa!

De lá, segui de metrô com minha amiga para a Century 21, uma loja de departamentos enorme, próxima ao local onde ficavam as Torres Gêmeas.

A Century 21 vende diversas marcas, inclusive Oscar de La Renta, Kate Spade, Hugo Boss, Michael Kors, tudo a preços bem acessíveis. Mas para bons achados é necessário ir com tempo, pois organização não é o forte da loja.

Antes de voltar para o hotel, ainda dei uma passada na Walgreens e na Duane Reade, duas farmácias ótimas para comprar cosméticos de marcas mais populares, como Revlon, Neutrogena e Maybelline.

Cheguei ao hotel bem tarde e pedi apenas uma pizza pelo room service. A viagem está chegando ao final.
 
 




sábado, 9 de agosto de 2014

CASAS DE ESCRITORES




Casa de José de Alencar

Semana passada estive na Casa de José de Alencar, escritor cearense que deu vida a Iracema, a virgem dos lábios de mel.

A casa localiza-se em Fortaleza, em um complexo bem arborizado, mantido pela Universidade Federal do Ceará. O local abriga ainda um restaurante, uma pinacoteca, um museu e ruínas de um antigo engenho de açúcar.

A visita à casa do meu ilustre conterrâneo fez surgir a ideia deste post, mostrando as casas de escritores que já visitei.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai

Conhecida como A Casa do Rio Vermelho, o lar dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai localiza-se em Salvador e será aberto ao público ainda este ano. No local, os fãs poderão ver peças de roupas, obras de arte, correspondências e diversos outros objetos pessoais.

No jardim, à sombra de uma mangueira, estão enterradas as cinzas do casal.

Eu já tive o imenso prazer de conhecê-la.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Casas de Pablo Neruda
  

Três casas que pertenceram ao poeta chileno estão abertas à visitação. Conheci duas delas.
 

A casa chamada “La Chascona” fica em Santiago e possui um grande acervo de objetos pessoais do escritor e de sua terceira mulher, Matilde Urrutia.

 

Em Isla Negra, a 100km de Santiago, fica a casa que eu considero mais bonita. Às margens do Oceano Pacífico, a casa abriga, em seu jardim, os restos mortais do poeta.
 
 

 

 
 
 
 
 

Casa de Ernest Hemingway

A casa do escritor norte americano localizada em Key West é linda.

Cercados de muito verde, transitam pela casa vários gatos descendentes de Snowball, gato do romancista que, devido a uma mutação genética, possuía seis dedos.
 

 
Só depois de visitar a casa soube que muitos dos gatos que moram lá também possuem seis dedos. Infelizmente, não conferi a informação.

 

 







 

 

 

 

 



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